150 dos livros mais relevantes passados em cada país!

Ler um livro é como fazer uma viagem. E há algumas viagens longas que exigem um belo livro.

Não sou muito a favor de listas, ou pelo menos, acho que cada um deve interpretar as listas à sua maneira. Mas encontrei esta infografia recentemente e decidi partilhar.

Os autores compilam a lista de livros que consideram icónicos para cada país.

Acho particularmente interessante e escolha do Ensaio Sobre a Cegueira de José Saramago para o caso de Portugal em detrimento de outros clássicos que talvez resumissem melhor o espírito e o fado português. É claro que o Ensaio Sobre a Cegueira foi prémio Nobel da literatura em 1998 – tornando-o um ‘must read’ imediatamente.

Por exemplo, para o caso de Espanha, optaram pelo D. Quixote, um clássico de outra época.

Sem mais demora, a lista completa:

 

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Psoríase – O que é

Se sofre desta doença ou tem alguém próximo de si que é afectado pela mesma, é preciso saber que a psoríase é uma doença incurável mas tratável. Isto significa que é possível encontrar tratamentos para aliviar os sintomas, mas por enquanto ainda não se pode eliminar completamente a psoríase: deve-se aprender a viver com ela, tomando os cuidados necessários e evitando riscos adicionais.

 

O que é a psoríase?

 

A psoríase afecta entre 2 a 3% da população mundial, sendo uma doença crónica que provoca a inflamação da pele e, consequentemente, lesões que podem prejudicar a qualidade de vida dos doentes.  É uma doença não contagiosa e autoimune, ou seja, o corpo ataca-se a si mesmo. A sua severidade pode variar bastante de pessoa para pessoa e pode ter várias fases ao longo da vida do paciente.

Geralmente, a psoríase identifica-se através de lesões avermelhadas e descamativas, que podem surgir em vários locais do corpo. As partes mais afetadas costumam ser os joelhos, cotovelos, couro cabeludo e costas, mas também pode afectar a área genital, pés e mãos. Estas placas que aparecem correspondem a uma reacção exagerada do sistema imunitário que, por aumentar as células que se acumulam na epiderme, aumentam também a sua espessura.

Existem vários tipos de psoríase, consoante as áreas mais afectadas: ungueal (as lesões afectam principalmente a área das unhas); pustulosa (afecta as mãos e os pés em forma de pústulas); gutata (lesões em forma de gota que aparecem em várias zonas do corpo); palmo-plantar (causa descamação das palmas dos pés e mão); artrite psoriática (causa inflamação das articulações), entre outras. De todas, a psoríase eritrodérmica, que pode afectar mais de três terços do corpo com lesões, é a menos comum enquanto que a psoríase vulgar ou em placas é a que afecta mais pessoas.

Em geral, podemos resumir os sintomas com a seguinte lista: lesões vermelhas na pele cobertas por uma camada descamativa, pele seca, articulações rígidas, descamações em partes do corpo (principalmente couro cabeludo, cotovelos e joelhos) e inchados nas articulações.

A psoríase é uma doença disruptiva para a vida do paciente, causando irritação e mau-estar. A comichão e a dor causadas pelas placas podem ser controladas sem recurso a um hospital, contudo, se a psoríase for leve a moderada.

 

O que causa psoríase?

 

Ainda não foi encontrada uma causa para a doença, mas existem certos factores de risco a ter em conta. O histórico familiar é importante, mas a pré-existência de outras doenças ou vírus (tal como HIV/SIDA), obesidade, variações climáticas, consumo de álcool ou cigarros, lesões na pele devido a outras causas, ou stress também podem são condições que podem ser relevantes para o aparecimento ou agravamento da psoríase.

 

A psoríase pode ser grave?

 

Em mais de 80% dos casos, a psoríase não é uma doença grave. No entanto, se tiver um nível de severidade elevado, pode tornar-se debilitante e causar dor e deformações nas articulações. A nível de autoestima e autoconfiança, contudo, a psoríase pode ser completamente devastadora, o que cria um círculo vicioso de stress que por sua vez piora os sintomas.

Quando a psoríase é localizada, fármacos à base de vitamina D, pomadas de corticosteroides ou inibidores de calcineurina deverão ser suficientes para controlar os sintomas. Contudo, quando a psoríase se torna muito extensa, é necessário internar o paciente e tratá-lo com acitretina, metrotexato e/ou fototerapia específica (radiações ultravioletas).

Para os sintomas não se agravarem a este nível, é de extrema importância ter cuidados diários para controlar os sintomas. O tratamento da psoríase poder-se-á considerar um autêntico estilo de vida, tal a sua abrangência, mas segui-lo resultará numa vida mais saudável e com menos dores.

 

Qual deverá ser o tratamento diário?

 

Qualquer pessoa que sofre de psoríase deve habituar-se a ter bastantes cuidados de pele e ter a certeza de que esta se encontra perfeitamente hidratada. É preciso ter em atenção o tipo de cremes e dermocosméticos utilizados para ter a certeza que não terão efeitos adversos ao ser aplicados na pele. A esfoliação da pele está completamente proibida. Existem também vários medicamentos que, de forma a serem tomados com segurança, deverão passar pelo médico para ter a certeza que não existem contraindicações.

Uma alimentação saudável e a prática de exercício físico também ajudam a controlar os sintomas, enquanto o álcool e o tabaco devem ser evitados. A exposição solar também é aconselhável para melhorar a condição das placas.

Para as mulheres, especialmente, é preciso ter cuidado com a depilação e procurar o meio menos agressivo para a pele. Isto depende de pessoa para pessoa e nem sempre é óbvio que cera, por exemplo, seja mais perigosa do que lâmina.

Tatuagens e piercings não são proibidos, mas também não são aconselháveis. Podem provocar lesões crónicas ou definitivas nos locais onde são feitos.

Os banhos devem-se tomar com água morna e devem ser rápidos, utilizando apenas sabonetes neutros e champô previamente aconselhado pelo médico.

Há várias substâncias alimentares e químicas que se diz poderem ajudar no tratamento da psoríase, mas o mais importante será sempre manter a pele hidratada e regular os níveis de stress. A psoríase é uma doença que responde intensamente ao sistema nervoso e poderá piorar bastante se a pessoa se deixar consumir por ansiedade e preocupação ou se se deixar dominar pelo mal-estar causado pela doença. Técnicas de relaxamento poderão ser tão ou mais eficazes que outros tratamentos.

Por fim, é preciso ter em atenção o vestuário para que as roupas não irritem a pele, causando inflamação e piorando os sintomas. Tecidos macios como algodão deverão ser preferenciais e roupa demasiado justa ou apertada não deverá ser usada quotidianamente. Quanto mais “livres” e “respiráveis” forem os tecidos melhor, permitindo circulação de ar e impedindo transpiração em demasia, melhor.

Depilação a Laser

 

A depilação a laser surgiu como algo que parecia milagroso – a possibilidade de ter depilação definitiva, sem nunca mais voltar a precisar de lâminas, bandas de cera ou pinças. Mas será mesmo esta a realidade? Na verdade, o processo de depilação a laser é mais complexo do que parece e tem tantos adeptos como detratores. Ultrapassa também barreiras de género, uma vez que os homens procuram cada vez mais processos para se verem livres de pêlos e nem todos estão dispostos a renderem-se ao ritual feminino de depilação por cera. Vamos examinar a depilação a laser e saber exactamente do que se trata.

Em primeiro lugar, vale a pena fazer desde já a distinção entre depilação a laser e fotodepilação. Tratam-se de procedimentos diferentes, que recorrem a tecnologias distintas, embora muitas vezes se confundam. Depois, dentro da depilação a laser, existe mais do que uma técnica, adequada a pêlos e áreas do corpo distintas. Vale a pena investigar todas estas alternativas muito bem antes de querer investir dinheiro e tempo numa clínica especializada.

 

Depilação a laser: O que é?

 

A depilação a laser consiste numa técnica de eliminação de pêlos com recurso à exposição a um laser, ou seja, uma emissão de luz selectiva. Esse luz é absorvida pela melanina, pigmento existente no pêlo, sendo depois transformada em energia térmica que segue o pêlo até à sua célula germinativa, destruindo-o pela raiz. Existem vários tipos que se diferenciam através do tipo de tecnologia utilizado e o processo não acontece de uma vez só, sendo faseado e podendo durar vários meses ou até anos.

 

Quais são as tecnologias?

 

Laser de Diodo: Podemos começar por apresentar o Laser de Diodo. Neste caso, o comprimento de onda do feixe de luz é maior, o que significa que é a técnica preferencial para pêlos mais escuros e para quem deseja submeter grandes áreas do corpo a depilação.

Geralmente, cinco sessões são suficientes para remover quase todos os pêlos numa determinada área. Estas sessões devem estar separadas por um a três meses, de forma a poder ir eliminando os pêlos à medida que se tornem visíveis.

 

Laser Alexandrite: Neste caso, o comprimento de onda é menor, o que torna esta tecnologia mais eficaz para pêlos mais claros e finos. Todo o procedimento é bastante mais rápido e indolor do que no caso da depilação com laser de diodo, contudo, pela sua intensidade, existe o risco de aparecer manchas brancas em peles mais escuras ou qualquer outro tipo de pigmentação indesejada. Há também o risco de queimaduras, mas tal não deverá acontecer se recorrer a técnicos especializados. Normalmente, quatro a seis sessões são suficientes para eliminar a maioria dos pêlos nas áreas escolhidas.

 

Fotodepilação: O que é?

 

Em vez de recorrer ao laser, a fotodepilação depende da aplicação de pulsos de luz na pele com grande intensidade de calor e com um comprimento de onda determinado, através de uma lâmpada de xénon. À medida que a luz é convertida em calor pela melanina, passando pelo mesmo processo que na depilação a laser, é absorvida pelos pêlos e vai enfraquecendo os folículos, diminuindo o seu crescimento. Por ser menos eficaz do que o laser, são geralmente necessárias mais sessões e o pêlo nunca é eliminado completamente.

 

Qual é a tecnologia?

 

Existe basicamente um tipo de tecnologia de fotodepilação, denominada Luz Intensa Pulsada. A maioria dos clientes considera este tipo de tratamento praticamente indolor, ao contrário do que se passa com a depilação a laser. Contudo, o número de sessões é bastante mais elevado, de dez a vinte até o pêlo estar verdadeiramente enfraquecido, sendo que depois é necessário algum tipo de manutenção anual para os efeitos não serem anulados.

 

Quais são os cuidados que se deve ter ao recorrer à depilação definitiva?

 

Deve-se evitar a exposição à luz solar nas zonas abrangidas pela depilação pelo menos quatro semanas antes e depois do tratamento. Nunca vá para uma sessão bronzeado/a, porque isso pode fazer com que haja o risco de queimaduras – lembre-se que a maioria dos lasers foram feitos para pêlos escuros em peles claras.

Convém também não depilar a zona nem remover pêlos usando outros métodos, uma vez que o pêlo deve estar relativamente visível para poder ser reconhecido pelo laser. O mesmo se aplica à descoloração, uma vez que pelos muito claros ou brancos não podem ser removidos pelo laser.

Após os tratamentos, é expectável alguma vermelhidão na pele. É aconselhável ter cuidado com produtos e cosméticos para pele, optando por aqueles desenhados para peles sensíveis ou então por sabonetes neutros.

 

Existem contradindicações?

 

Sim. Caso sofra de algumas doenças, não deve arriscar fazer depilação a laser, especialmente doenças relacionadas com a pele como eczema ou psoríase. Caso esteja grávida ou a amamentar, também convém adiar o tratamento. Se sofrer de epilepsia, diabetes, hipertensão ou cancro não é aconselhável começar a fazer depilação definitiva.

 

É verdade que a depilação definitiva elimina todos os pêlos?

 

Não. No caso da fotodepilação, por exemplo, é óbvio que é preciso bastante manutenção, uma vez que os pêlos estão apenas enfraquecidos. Mas mesmo no caso da depilação a laser as células regeneram-se. Mesmo que mais de 90% dos pêlos estejam eliminados, é bom ter em conta que uma ou duas visitas anuais poderão ser necessárias para ficar verdadeiramente livre de pêlos.

 

E os preços?

 

Esta é a grande questão, que mantém muita gente afastada da depilação definitiva. Os preços praticados são realmente altos, a maioria oscilando entre os vinte a oitenta euros por zona, por sessão. Existem ofertas mais baratas mas, tendo em conta que uma máquina boa de depilação a laser custa cerca de 100 mil euros e que a sua manutenção também tem um custo elevado, é melhor investigar para ter a certeza que não está a ser enganado.

Também é importante ter em conta que em certas clínicas faz-se passar fotodepilação por depilação a laser de díodo, porque há variantes menos intensas deste. O melhor mesmo é escolher uma clínica especializada e recomendada por clientes prévios, de forma a evitar vigarices e possíveis problemas de saúde.